Lucro real X Lucro presumido: qual regime tributário escolher?

Definir qual o regime tributário é o mais adequado para o ritmo financeiro da sua empresa é uma decisão importante. A escolha acertada pode reduzir bastante os custos com encargos na sua organização.

Para os empreendimentos com receita bruta inferior a R$ 4,8 milhões, por exemplo, a escolha do Simples Nacional normalmente é a solução mais adequada. No entanto, para todas as outras companhias, a opção fica entre o modelo de lucro presumido e de lucro real. Conheça as principais diferenças:

O lucro presumido é uma forma de tributação simplificada para determinação da base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), e da CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido). Tem como principal origem a receita bruta e outras receitas sujeitas à tributação. As empresas optantes por esta forma de tributação devem presumir o lucro auferido em cada trimestre, e essa presunção é feita pela aplicação de percentuais de lucratividade ditados pela lei.

Além disso, no lucro presumido as empresas pagam as contribuições de PIS de 0,65% e Cofins de 3,00% sobre o valor da receita bruta (valor total da nota fiscal), não podendo deduzir nenhuma despesa dessa receita, com exceção das devoluções de venda, abatimentos ou vendas canceladas.

Já no caso do lucro real, o percentual de PIS e Cofins mais que dobra de valor, sendo, respectivamente, 1,65% para PIS e 7,60% para Cofins. Porém, para minimizar tal aumento, é permitida a dedução de algumas despesas no cálculo das contribuições, tais como: insumos de produção, aluguéis, parcelas de Leasing, depreciação de máquinas, compras de produtos etc.

Dessa forma, é preciso verificar exatamente qual opção compensa mais, uma vez que, quanto maior o valor da despesa (que se permite abater do cálculo), mais vantajoso é o lucro real, pois no final acaba pagando-se menos de PIS e Cofins. Por outro lado, para uma empresa com margens maiores (ou seja, poucas despesas) o lucro presumido passa a ser uma melhor opção.