Gestão contábil no futebol

O Grupo Especial de Entidades Esportivas (GE) foi criado para discutir a adequação de normas contábeis para os grupos de futebol brasileiros. Em ação desde abril de 2017, tem em sua pauta assuntos como a transferência de atletas, custos de formação dos jogadores, contabilização das horas de transmissão de TV nos balanços e direitos de imagem.

A finalidade do GE é estudar alterações em algumas normas contábeis em vigência. E, a partir de agora, todo o material de contabilidade voltado para o futebol deve ser apresentado de forma clara e objetiva e só será publicado mediante aprovação do grupo.

O contador Pedro Alberto de Souza, sócio do Grupo Orplan e responsável técnico pela contabilidade do Clube Atlético Mineiro, defende que é preciso adaptar as normas vigentes à realidade que está em transformação e estar de acordo com a dinâmica do mercado. Para ele, o GE atende a esta demanda.

PARA ENTENDER – De acordo com a legislação brasileira, clubes de futebol são entidades sem fins lucrativos e precisam ter a mesma transparência de entidades públicas. No esporte cada partida (ou produto) tem um resultado único e imprevisível, que influencia diretamente em sua receita.

Um fator importante a se considerar sobre as equipes de futebol é que elas são marcas essencialmente locais e, por isso, se estabelecem em cidades com grande potencial de renda, como as capitais e, em geral, a mudança de município das sedes dos clubes é inexistente.

Com isso, os clubes profissionais buscam formas alternativas de incrementar seu crescimento econômico, tendo como base sua capacidade de reter e aumentar seu público consumidor (ou torcedor), consolidando e expandindo sua marca.

Leia mais sobre o assunto em matéria publicada no site do Conselho Federal de Contabilidade:

http://cfc.org.br/destaque/grupo-discute-normas-contabeis-para-clubes-de-futebol/